É indiscutível: Pelé, o nosso Rei do Futebol é um Grande Caráter, um exemplo de como devem ser os atletas. Sua habilidade com a bola encantou e continuará encantando todos os que apreciam o futebol. Sua ética como jogador profissional foi fantástica. É olhar para o seu rosto e se vê estampada a camiseta branca do Santos. No ano passado fui ao Serra Dourada e me deparei com a estátua do Rei. Fiquei emocionado. Tempos antes, havia assistido o documentário que evidencia toda a grandiosidade deste símbolo valioso da dignidade negra, enaltecido através do esporte das multidões.
Tudo pode parecer perfeito nessa figura simpática, de sorriso largo e que mostrou grandeza de alma e sabedoria, mesmo diante da derrocada de seu filho Edinho, quando desencaminhado pelas drogas. Pelé é admirável, afinal é ele O Maior Jogador de Futebol de Todos os Tempos.
Pelé conseguiu façanhas, como parar uma guerra na África em 1969 e de menino humilde de Três Corações, formou-se Professor de Educação Física em 1974 pela Universidade Metropolitana de Santos(fato que motivou os momentos de maior orgulho na vida de seus pais). Prodigioso, conseguiu alcançar incontáveis conquistas e dentre todos os seus atos, nada se pode recriminar, à exceção de uma iniciativa que lhe rende críticas até os dias atuais: A famosa "Lei Pelé".
O MINISTRO QUE SONHOU SALVAR O FUTEBOL BRASILEIRO
Ministro dos Esportes de 1995 a 1998, Pelé, que já havia marcado 1284 gols, teve seu primeiro Grande Gol Contra. A Lei Pelé causou inúmeros estragos ao futebol brasileiro, desestabilizando os clubes e promoveu a vulgarização da figura do empresário de futebol.
Atualmente há um sem número de malandros oportunistas, que vivem nas quebradas do mundo buscando jovens com potencial no futebol e sem estrutura familiar, para se "encostarem". Prometem que vão encaminhar os filhos aos pais, levam os garotos para locais piores que repúblicas e saem a fazer negociatas com clubes, na busca de colocarem seus "protegidos".
Comparo essa situação com o escravismo. Jovens de pouca cultura, sem experiência mas com alguma qualidade no lidar com uma bola de futebol, passam a ser figurinhas dos mostruários dos empresários que na ânsia de ganhar uma graninha com os garotos, chegam a emprestá-los para servirem a clubes quebrados, utilizando esses insalubres "timezinhos" como vitrinas para os atletas de sua propriedade.
Hoje li uma notícia que o diretor de um clube da Série A do futebol brasileiro barrou a entrada de um desses ditos empresários. Percebi que com o tempo, as organizações sérias, vão começando a despertar para a realidade de que só há uma maneira de frear a imoralidade no encaminhamento dos talentos para o futebol: barrando o acesso aos que não dispõem de credibilidade para o exercício da atividade que a Lei Pelé transformou em legal.
Se um cidadão quer se tornar um empresário, necessita abrir uma firma na Junta Comercial do Estado, precisa pagar impostos, deve investir em uma sede para sua empresa, precisa pagar um preço justo na aquisição dos seus produtos no atacado e só depois de muito suor e dedicação, alcança o retorno de seu investimento.
Mas indivíduo qualquer, independente de ter ou não uma vida pregressa ou um passado virtuoso, uma formação ou qualquer outra atividade, mesmo sem investir nada e tampouco ter uma firma instituída, se resolver virar um empresário do futebol, poderá fazê-lo. Basta acertar com o pai do jovem de menor idade, ou firmar um contrato com procuração assinada por um atleta adulto.
Pela Lei, pode-se chamar o empresário também de "Agente de futebol".
Existem bons, honestos e competentes Agentes de Futebol. Existem valorosos Procuradores, que atuam na defesa dos interesses dos atletas, quando da negociação direta com os clubes.
Mas a maioria dos que estão atuando como "empresários de futebol", saliento novamente, a maioria e não a totalidade, trata-se de gente desqualificada e oportunista.
Os sociólogos já deve ter percebido: há algum tempo atrás, surgiu um exercício familiar promovido por pais, insistindo em vocacionar seus filhos para o futebol. Já nos dias atuais existe um novo exercício: é o exercício familiar dos adultos que dizem a seus rebentos: "Filho, aproveita o gol contra do Pelé! Você nem precisa estudar muito! É só se trans - formar em empresário de futebol! O investimento financeiro é zero! É só se apresentar "bem na foto" e descobrir quem é o craque no campinho no morro ou da periferia! Se ele trabalhar direitinho você faz ele render dinheiro, arruma uma forma de aposentadoria e mamãe vai ter orgulho de dizer: Meu Filho? Ah... Meu filho é Empresário!!!"
Tudo pode parecer perfeito nessa figura simpática, de sorriso largo e que mostrou grandeza de alma e sabedoria, mesmo diante da derrocada de seu filho Edinho, quando desencaminhado pelas drogas. Pelé é admirável, afinal é ele O Maior Jogador de Futebol de Todos os Tempos.
Pelé conseguiu façanhas, como parar uma guerra na África em 1969 e de menino humilde de Três Corações, formou-se Professor de Educação Física em 1974 pela Universidade Metropolitana de Santos(fato que motivou os momentos de maior orgulho na vida de seus pais). Prodigioso, conseguiu alcançar incontáveis conquistas e dentre todos os seus atos, nada se pode recriminar, à exceção de uma iniciativa que lhe rende críticas até os dias atuais: A famosa "Lei Pelé".
O MINISTRO QUE SONHOU SALVAR O FUTEBOL BRASILEIRO
Ministro dos Esportes de 1995 a 1998, Pelé, que já havia marcado 1284 gols, teve seu primeiro Grande Gol Contra. A Lei Pelé causou inúmeros estragos ao futebol brasileiro, desestabilizando os clubes e promoveu a vulgarização da figura do empresário de futebol.
Atualmente há um sem número de malandros oportunistas, que vivem nas quebradas do mundo buscando jovens com potencial no futebol e sem estrutura familiar, para se "encostarem". Prometem que vão encaminhar os filhos aos pais, levam os garotos para locais piores que repúblicas e saem a fazer negociatas com clubes, na busca de colocarem seus "protegidos".
Comparo essa situação com o escravismo. Jovens de pouca cultura, sem experiência mas com alguma qualidade no lidar com uma bola de futebol, passam a ser figurinhas dos mostruários dos empresários que na ânsia de ganhar uma graninha com os garotos, chegam a emprestá-los para servirem a clubes quebrados, utilizando esses insalubres "timezinhos" como vitrinas para os atletas de sua propriedade.
Hoje li uma notícia que o diretor de um clube da Série A do futebol brasileiro barrou a entrada de um desses ditos empresários. Percebi que com o tempo, as organizações sérias, vão começando a despertar para a realidade de que só há uma maneira de frear a imoralidade no encaminhamento dos talentos para o futebol: barrando o acesso aos que não dispõem de credibilidade para o exercício da atividade que a Lei Pelé transformou em legal.
Se um cidadão quer se tornar um empresário, necessita abrir uma firma na Junta Comercial do Estado, precisa pagar impostos, deve investir em uma sede para sua empresa, precisa pagar um preço justo na aquisição dos seus produtos no atacado e só depois de muito suor e dedicação, alcança o retorno de seu investimento.
Mas indivíduo qualquer, independente de ter ou não uma vida pregressa ou um passado virtuoso, uma formação ou qualquer outra atividade, mesmo sem investir nada e tampouco ter uma firma instituída, se resolver virar um empresário do futebol, poderá fazê-lo. Basta acertar com o pai do jovem de menor idade, ou firmar um contrato com procuração assinada por um atleta adulto.
Pela Lei, pode-se chamar o empresário também de "Agente de futebol".
Existem bons, honestos e competentes Agentes de Futebol. Existem valorosos Procuradores, que atuam na defesa dos interesses dos atletas, quando da negociação direta com os clubes.
Mas a maioria dos que estão atuando como "empresários de futebol", saliento novamente, a maioria e não a totalidade, trata-se de gente desqualificada e oportunista.
Os sociólogos já deve ter percebido: há algum tempo atrás, surgiu um exercício familiar promovido por pais, insistindo em vocacionar seus filhos para o futebol. Já nos dias atuais existe um novo exercício: é o exercício familiar dos adultos que dizem a seus rebentos: "Filho, aproveita o gol contra do Pelé! Você nem precisa estudar muito! É só se trans - formar em empresário de futebol! O investimento financeiro é zero! É só se apresentar "bem na foto" e descobrir quem é o craque no campinho no morro ou da periferia! Se ele trabalhar direitinho você faz ele render dinheiro, arruma uma forma de aposentadoria e mamãe vai ter orgulho de dizer: Meu Filho? Ah... Meu filho é Empresário!!!"


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